sete lágrimas seven tears sept larmes sieben tränen siete lágrimas grupo de música antiga e contemporânea early and contemporary music consort
 
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Agenda
 
Facebook Arte das Musas NOVO! NEW! AGENDA + INFO 2009-2011 ONLY ON FACEBOOK  
     
14 de Novembro Concerto ante-estreia Silêncio (Beja, Ig. Sta. Maria da Feira, 21h30)  
15 de Novembro Concerto estreia Silêncio (Lisboa, CCB, Sala Luís Freitas Branco, 17h00)  
16 de Novembro Distribuição comercial do CD Silêncio  
23 a 28 de Novembro Gravação CD Pedra Irregular (Lisboa)  
12 de Dezembro Concerto Silêncio (Coimbra, Sé Velha, 18h30)  
19 de Dezembro Concerto Diaspora.pt (Águeda, Cine-Teatro S. Pedro)  
9 de Janeiro 2010 Concerto Silêncio (Odemira?)  
Abril 2010 Concerto integrado tournée Pedra Irregular  
Abril 2010 Concerto integrado tournée Pedra Irregular  
Abril 2010 Concerto integrado tournée Pedra Irregular  
Abril 2010 Concerto integrado tournée Pedra Irregular  
8 de Maio 2010 Kleine Musik no Encerramento do Festival Terras sem Sombra (Alentejo, 21h30)  
1 de Agosto 2010 Concerto em Madonna di Campiglio (Itália)  
     
24 de Janeiro Pedra Irregular na Abertura do 5.º Festival Terras sem Sombra (Castro Verde, 21h30) + info
25 de Janeiro Mediterrae (Moita, 16h00) + info
25 de Janeiro Showcase Diaspora.pt (Lisboa, FNAC Colombo, 19h00) + info
06 de Fevereiro Crítica Jornal Público Diaspora.pt + info
08 de Fevereiro Diaspora.pt (Lisboa, Museu Gulbenkian, 12h00) + info
10 de Fevereiro Sete Lágrimas no Youtube + info
10 de Fevereiro Crítica International Record Review Kleine Musik + info
12 de Fevereiro CD Diaspora.pt disponível no iTunes! a 9.99€ (ou cada faixa a 0.99€) + info
19 de Fevereiro Evento Universidade de Lisboa Diaspora.pt (entrada sujeita a convite, 22h00) + info
26 de Fevereiro Showcase Diaspora.pt (Alfragide, FNAC Alegro, 21h30) + info
27 de Fevereiro Showcase Diaspora.pt (Almada, FNAC Fórum Almada, 21h30) + info
8 de Maio Diaspora.pt no Festival Internacional de Música dos Açores (Ponta Delgada) + info
9 de Maio Diaspora.pt no Festival Internacional de Música dos Açores (Angra do Heroísmo) + info
4 de Junho Pedra Irregular no Festival Internacional de Música da Madeira (Madeira, Funchal) + info
20 de Junho Kleine Musik no Festival de Música em Leiria (Mosteiro da Batalha) + info
21 de Junho Kleine Musik no Festival de Música em Leiria (Castelo de Leiria) + info
Junho/Julho Gravações do CD Silêncio (Lisboa) + info
8 de Novembro Kleine Musik no Festival de São Roque (Lisboa) 17h00 + info
     
 
 
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Sete Lágrimas na Web
 

Youtube Sete Lágrimas channel www.youtube.com/setelagrimas
iTunes search for "sete lágrimas" | procurar por "sete lágrimas"
Facebook Sete Lágrimas group
Myspacewww.myspace.com/setelagrimas

 
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Destaque Notícias
 

ROBERT LEVETT
INTERNATIONAL RECORD REVIEW, FEBRUARY 2009 # CRÍTICA

Kleine Musik
New!

Moody Anima mea liquefacta est. Eile mich, Gott, zu erretten. Die Furcht des Herren a 2. Habe deine Lust an dem Herren. Herr, ich hoffe darauf. Ihr heiligen, lobsinget dem Herren. Meister, wir haben die ganze Nacht gearbeitet. O misericordissime Jesu. Verbum caro factum est a 2.
Schütz Anima mea liquefacta est, SWV263. Adjuro vos, filiae Hierusalem, SWV264. Eile mich, Gott, zu erretten, SWV282. Ihr heiligen, lobsinget dem Herren, SWV288. O misericordissime Jesu, SWV309. Habe deine Lust an dem Herren, SWV311. Herr, ich hoffe darauf, SWV312. Verbum caro factum est, SWV314. Meister, wir haben die ganze Nacht gearbeitet, SWV317. Die Furcht des Herren, SWV318.
Sete Lágrimas (Ana Quintans, soprano; Filipe Faria, tenor; Inês Moz Caldas, flute/recorder; Pedro Castro, flute/oboe; Kenneth Frazer, viola da gamba; Duncan Fox, violone; Hugo Sanches, theorbo)/Sérgio Peixoto (tenor/harpsichord).
MU Records MU0102 (full price, 1 hour 2 minutes). German and Latin texts included. Website www. murecords.com. Producers Filipe Faria, Sérgio Peixoto, Ivan Moody. Engineer João Diogo Pratas. Dates October and December 2007.

"Kleine Musik" is a record of responses: by two composers to the same texts; by one composer to the music of another; by composer to performer; by performer to composer, music and text. The multiple intersections blaze up into a delicately powerful coalescence.
Heinrich Schütz (1585-1672) was the most important German composer of the seventeenth century, his studies in Venice, first with Giovanni Gabrieli and later with Monteverdi, resulting in a sureness and originality of style that would be equalled only in the later Baroque. Of the 13 printed collections of Schütz¹s music published during his lifetime, four are devoted to smaller-scale sacred chamber music: the Kleine geistliche Konzerte and the first two volumes of the Symphoniae Sacrae. The majority of the works by Schütz on this disc are drawn from the former, with only Anima mea liquefacta est and Adjuro vos, filiae Hierusalem coming from the latter.
In 2007 the present performers, Portuguese early and contemporary music ensemble Sete Lágrimas, commissioned the British composer (and regular IRR contributor) Ivan Moody (b.1964) to set the same texts as Schütz. As Moody says in a brief booklet note, "I invariably looked in detail at Schütz¹s settings. The musical ambience is frequently very different... but I feel nevertheless very strongly that there is a firm link between the 17th century Lutheran German and this 21st century Greek Orthodox Englishman."
The instrumentation is similar throughout: either a solo soprano or two tenors with continuo (violone and theorbo) and various obbligato parts for recorders, oboe or gamba. Only in Verbum caro factum est and Die Furcht des Herren does Moody provide a purely instrumental setting (for harpsichord). Significantly, the corresponding texts (John 1:14 and Psalm 111:10) are two of only four on the disc that aren¹t concerned with some kind of deliverance, the preponderance of which theme in Schütz¹s settings is understandable given he was writing these works during the Thirty Years War.
Schütz¹s settings are thoroughly Italianate: florid, declamatory and highly expressive; Moody¹s owe much more to the melismatic style of Orthodox chant and to the spare angularity of Medieval polyphony, seasoned by dissonance and a smooth contemporary idiom that is both haunting and sensual. The works which begin and end the disc represent the two stylistic extremes: the urgent soprano recitative of Schütz¹s Eile mich, Gott, zu erretten (Psalm 70) and Moody¹s highly melismatic, dissonant Habe deine Lust an dem Herren (Psalm 37) for two unaccompanied tenors. In between, much terrain is covered, from Moody¹s mysterious-sounding setting of Luke 5:5, Meister, wir haben die ganze Nacht gearbeitet for two tenors, oboe, recorder and continuo, and his frankly beautiful Augustine setting O misericordissime Jesu for soprano and continuo to Schütz¹s own ultimately joyful setting of Habe deine Lust an dem Herren for two tenors and continuo and the optimistic Ihr heiligen, lobsinget dem Herren (Psalm 30) with its dancing recorders.
Tenors Filipe Faria and Sérgio Peixoto (who together comprise Sete Lágrimas proper) sing with lightness, clarity and a great deal of expressive power, given the modest scale of these compositions. Ana Quintans¹s pellucid soprano is likewise ideal for this repertoire. The instrumental ensemble nicely amplifies the meaning of the texts through subtle and imaginative phrasing and articulation (especially so in the case of violone player Duncan Fox). Well recorded and tastefully packaged, "Kleine Musik" blurs the boundaries between old and new in a way that¹s reminiscent of the best of religion and art.

 
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Vídeo Arte das Musas TV Concerto de Abertura do 5.º Festival Terras sem Sombra (youtube.com/artedasmusasTV)
 
 
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Vídeo Triste vida vivyre (CD Diaspora.pt MU Records MU103 2008)
 
 
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Vídeo Olá zente que aqui samo (CD Diaspora.pt MU Records MU103 2008)
 
 
 
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Vídeo Menina você que tem (CD Diaspora.pt MU Records MU103 2008)
 
 
 
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Vídeo Na fomte está Lianor (CD Diaspora.pt MU Records MU103 2008)
 
 
 
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Concerto Gulbenkian
 
Museu Gulbenkian
 
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Histórico
 
Sábado, 24 de Janeiro de 2009, 21h30, Castro Verde (Basílica Real) NOVA DATA!
Concerto de Abertura do 5.º Festival Terras sem Sombra de Música Sacra
 
Filipe Faria, tenor
Sérgio Peixoto, tenor
Mónica Monteiro, soprano
Andreia Carvalho, oboé barroco
Denys Stetsenko, violino barroco
Diana Vinagre, violoncelo barroco
Hugo Sanches, tiorba
Tiago Matias, tiorba e guitarra barroca
Sérgio Silva, cravo
 

Programa:

Diogo Dias Melgaz (1638-1700)

Salve Regina
Adjuva nos
In jejunio et fletu

Carlos Seixas (1704-1742)

Sicut cedrus exaltata sum, Responsorium II in festo assumptionis B.M.V.
Sonata Sol M

António Teixeira (1707-1774)

Sacram beati Vicentii, Responsorium I in festo S. Vicentii
Tanta grassabatur crudelitas, Responsorium III in festo S. Vicentii
Si jubes pater sancte, Responsório II in festo S. Vicentii

Francisco António de Almeida (1702-1755?)

Lamentatio prima in Sabbato Sancto a 4 concertata
Si quaeris miracula, Responsório a 4 concertato per la festa de Sto. Antonio
Justus ut palma florebit, Motetto a 4 concertato in commune unius martyre

Carlos Seixas (1704-1742)

Hodie nobis caelorum Rex, Responsório a 5 para o Natal

 
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Showcases de lançamento do CD Diaspora.pt
Domingo, 7 de Dezembro de 2009, 17h00 - FNAC Chiado
Domingo, 7 de Dezembro de 2009, 21h00 - FNAC Vasco da Gama
Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2009, 17h00 - FNAC Cascais
 
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Crítica Concerto São Roque 9 de Novembro de 2008 17h00 in Público 14 de Novembro de 2008
Cristina Fernandes
Igreja do Instituto de São Pedro de Alcântara (igreja lotada)
 
 
Crítica São Roque
 

Critica de Clássica
Revelações do Barroco em Portugal
Ciclo Música em São Roque
****

Sete Lágrimas Consort
“Pedra Irregular – O nascimento do Barroco em Portugal”
Lisboa, Igreja de São Pedro de Alcântara, 9 de Novembro, às 17 h.
Igreja cheia

Vocacionado para a música antiga e contemporânea, o Sete Lágrimas Consort constitui um dos mais interessantes projectos surgidos em Portugal, nos últimos tempos, conforme se pode comprovar através de dois CD já editados (Lachrimae #1 e Kleine Musik), aos quais se seguirá, em breve, Diaspora.pt. Dirigidos pelos tenores Filipe Faria e Sérgio Peixoto, o grupo apresentou no ciclo Música em São Roque um criterioso programa intitulado “Pedra Irregular – O Nascimento do Barroco em Portugal”. De Diogo Dias de Melgaz, um dos últimos vultos da Escola de Évora, a António Teixeira e Francisco António de Almeida (bolseiros em Roma a expensas de D. João V), passando por Henrique Correia, Carlos Seixas e Scarlatti, foi traçado um percurso com algumas das mais belas obras escritas entre os finais do século XVII e meados do século XVIII.
O repertório sacro apresentado foi concebido para coro (com ou sem solistas) e baixo contínuo, mas o Sete Lágrimas interpretou-o apenas com três cantores, atribuindo algumas das restantes partes a instrumentos (oboé e violino barroco) e contando com um grupo de baixo contínuo generoso (violoncelo, duas tiorbas e cravo). Algumas obras vocais (de Melgaz, Teixeira e Almeida) foram tocadas apenas em versão instrumental e as restantes foram objecto de combinações vocais e instrumentais variadas, que permitiram acentuar os contrastes da textura musical e obter ambientes tão diversos como o intimismo contemplativo da Lamentação, de Almeida, ou a exuberância italianizante dos Responsórios de Carlos Seixas, do Responsório Si quaeris miracula ou do Motete Justus ut palma florebit, de Almeida.
O colorido que se ganhou desta forma mostrou facetas que outras interpretações deixam na sombra. Mas se o resultado foi revelador, esta atitude é susceptível de algumas reflexões musicológicas. Várias destas peças foram certamente cantadas na Patriarcal de D. João V, que contava com um coro de italianos de alto nível e cultivava um cerimonial monumental, mas também não é impossível que tivessem sido feitas com uma voz por parte noutros locais (prática documentada em Portugal nas décadas seguintes). O uso de um conjunto vocal mais amplo seria talvez mais fidedigno, mas os Sete Lágrimas não se definem como um grupo filiado nas “interpretações historicamente informadas” no sentido convencional, embora tenham formação nessa área. Preferem apostar na experimentação e na recriação do repertório, de resto uma tendência cada vez mais comum também a nível internacional.
Com timbres de cores suaves, as vozes de Filipe Faria e Sérgio Peixoto combinaram-se com elegância e bom gosto e a soprano Mónica Monteiro teve uma prestação de crescente eloquência que culminou nas páginas de Almeida, precisando apenas de aperfeiçoar alguns detalhes nas passagens mais virtuosísticas. A clareza de fraseados do oboé de Andreia Carvalho, num sugestivo diálogo com o violino de Denys Stetsenko, e um grupo de contínuo que nunca incorreu na monotonia completaram um trabalho de conjunto de grande consistência técnica e artística.

Cristina Fernandes

 
ver fotografias (© Denys Stetsenko 2008)
 
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Concerto
 
Domingo, 9 de Novembro de 2008, 17h00, Lisboa
Festival de Música em S. Roque, Igreja do Instituto de São Pedro de Alcântara (Bairro Alto/Príncipe Real)
Pedra Irregular: O Nascimento do Barroco em Portugal
ver fotografias (© Denys Stetsenko 2008)
 

Filipe Faria, tenor
Sérgio Peixoto, tenor
Mónica Monteiro, soprano
Andreia Carvalho, oboé barroco
Denys Stetsenko, violino barroco
Isabel Figueroa, violoncelo barroco
Hugo Sanches, tiorba
Tiago Matias, tiorba e guitarra barroca
Sérgio Silva, cravo


Programa:

Diogo Dias Melgaz (1638-1700)

Salve Regina
Adjuva nos
In jejunio et fletu

Henrique Carlos Correia

Sicut ovis, Responsorio 1º in sabbato sancto

Carlos Seixas (1704-1742)

Sicut cedrus exaltata sum, Responsorium II in festo assumptionis B.M.V.

Domenico Scarlatti (1685-1757)

Sonata Lá M

Carlos Seixas (1704-1742)

Hodie nobis caelorum Rex, Responsório a 5 para o Natal
Sonata Sol M

António Teixeira (1707-1774)

Sacram beati Vicentii, Responsorium I in festo S. Vicentii
Tanta grassabatur crudelitas, Responsorium III in festo S. Vicentii
Si jubes pater sancte, Responsório II in festo S. Vicentii

Francisco António de Almeida (1702-1755?)

Lamentatio prima in Sabbato Sancto a 4 concertata
O quam suavis
Dixit Dominus a 4 concertato (primeira audição moderna)
Si quaeris miracula, Responsório a 4 concertato per la festa de Sto. Antonio
Justus ut palma florebit, Motetto a 4 concertato in commune unius martyre

 
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Concerto
 
Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008, 18h45, Coimbra
Universidade de Coimbra, Biblioteca Joanina
Integrado na conferência do Prof. Rui Vieira Nery (a convite)
Colóquio Internacional "D. Francisco Manuel de Melo e o Barroco Peninsular"
Pedra Irregular: O Nascimento do Barroco em Portugal
ver fotografias (© Denys Stetsenko 2008)
 
Filipe Faria, tenor
Sérgio Peixoto, tenor
Mónica Monteiro, soprano
Pedro Castro, flautas de bisel e oboé barroco
Denys Stetsenko, violino barroco
Diana Vinagre, violoncelo barroco
Hugo Sanches, tiorba
 
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Temporada 2008/2009
Breve Agenda
 
Sábado, 4 de Outubro de 2008, 17h00, Moita ADIADO!
Sete Lágrimas
Mediterrae
 
Filipe Faria, voz e violino
Sérgio Peixoto, voz
Tiago Matias, tiorba e guitarra barroca
 
 
Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008, 18h45, Coimbra
ver fotografias (© Denys Stetsenko 2008)
Universidade de Coimbra, Biblioteca Joanina
Integrado na conferência do Prof. Rui Vieira Nery (a convite)
Colóquio Internacional "D. Francisco Manuel de Melo e o Barroco Peninsular"
Pedra Irregular: O Nascimento do Barroco em Portugal
 
Filipe Faria, tenor
Sérgio Peixoto, tenor
Mónica Monteiro, soprano
Pedro Castro, flautas de bisel e oboé barroco
Denys Stetsenko, violino barroco
Diana Vinagre, violoncelo barroco
Hugo Sanches, tiorba
 
 
Domingo, 9 de Novembro de 2008, 17h00, Lisboa
Festival de Música em S. Roque, Igreja do Instituto de São Pedro de Alcântara (Bairro Alto/Príncipe Real)
Pedra Irregular: O Nascimento do Barroco em Portugal
 
Filipe Faria, tenor
Sérgio Peixoto, tenor
Mónica Monteiro, soprano
Andreia Carvalho, oboé barroco
Denys Stetsenko, violino barroco
Isabel Figueroa, violoncelo barroco
Hugo Sanches, tiorba
Tiago Matias, tiorba e guitarra barroca
Sérgio Silva, cravo
 
 
Novembro de 2008
Lançamento do CD "Diaspora .PT" editado pela MU Records
Pedra Irregular: O Nascimento do Barroco em Portugal
 
 
Sábado, 24 de Janeiro de 2009, 21h30, Castro Verde (Basílica Real) NOVA DATA!
Concerto de Abertura do 5.º Festival Terras sem Sombra de Música Sacra
 
Filipe Faria, tenor
Sérgio Peixoto, tenor
Mónica Monteiro, soprano
Andreia Carvalho, oboé barroco
Denys Stetsenko, violino barroco
Diana Vinagre, violoncelo barroco
Hugo Sanches, tiorba
Tiago Matias, tiorba e guitarra barroca
Sérgio Silva, cravo
 
 
Domingo, 8 de Fevereiro de 2009, 12h00, Lisboa
Fundação Calouste Gulbenkian, Concertos no Museu
Diaspora .PT
ver PDF programação "Concertos de Domingo" FC Gulbenkian
ver website programação "Concertos de Domingo" FC Gulbenkian
 
Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Rosa Caldeira, voz
Pedro Castro, flautas de bisel e oboé barroco
Inês Moz Calas, flautas de bisel
Denys Stetsenko, violino barroco
Duncan Fox, violone
Eurico Machado, guitarra portuguesa
Hugo Sanches, tiorba, alaúde e vihuela
Tiago Matias, tiorba, guitarra barroca e guitarra romântica
Fernando Marques Gomes, percussão
 
 
Fevereiro/Março de 2009
Gravação do CD "Silêncio" editado pela MU Records. Música contemporânea encomendada a Ivan Moody, Christopher Bochmann e João Madureira integrado no projecto "Silêncio" com o apoio do Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes e com a parceria do Departamento do Património da Diocese de Beja.
Silêncio
 
 
Junho de 2009
Beja
Estreia mundial das obras encomendada a Ivan Moody, Christopher Bochmann e João Madureira integrada no projecto "Silêncio" com o apoio do Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes e com a parceria do Departamento do Património da Diocese de Beja.
Silêncio
 
Junho de 2009
3 concertos, Lisboa, Porto, Algarve
Tournée nacional do projecto "Silêncio"
Silêncio
 
 
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Audição Soprano 29 Setembro 2008, Segunda-Feira 13h30-17h30
 
Sete Lágrimas
 

O Sete Lágrimas realiza no próximo dia 29 de Setembro de 2008, entre as 13h30 e as 17h00, na Academia de Música Antiga de Lisboa, audições para soprano (música de câmara). Na temporada 2008/2009 estão agendados diversos projectos de música antiga e contemporânea onde se enquadra a gravação/edição de dois CDs para a etiqueta MU Records. A inscrição na audição deverá ser feita através do email mail@setelagrimas.com (preferencialmente) ou pelo telefone da Arte das Musas, 210995674. As inscrições terminam às 20h de SÁBADO, dia 27 de Setembro de 2008. Conforme a quantidade de inscrições a audição poderá ser dividida em dois grupos: 13h30-15h00 e 15h00-17h00. Prevendo essa possibilidade agradecemos que incluam na inscrição o grupo/horário preferencial. Comunicaremos, no sábado, dia 27 de Setembro, a organização desses grupos. As audições serão orientadas pelos directores artísticos do grupo, Filipe Faria e Sérgio Peixoto, e acompanhadas ao cravo por Sérgio Silva.

Obras: As audições serão compostas por um excerto da obra Lamentatio de Francisco António de Almeida (duas primeiras páginas) e da obra Justus ut Palma do mesmo autor (apenas primeiros 11 compassos). Clique nos links a azul para fazer o download dos excertos. Inscrição: A inscrição deve ser enviada para o email mail@setelagrimas.com e incluir: nome, data de nascimento, contacto telefónico, email e, se possível, curriculum vitae. Local: Academia de Música Antiga de Lisboa - Rua Abílio Lopes do Rego, 8 - 1200-601 Lisboa ver no google maps

 

Inscreveram-se na audição as sopranos: Susana Quaresma, Joana Gil, Mónica Monteiro, Mariana Martins, Carla Simões, Mariana Nina, Susana Jóia Jordão, Sara Marques, Sónia Grané, Inês Simôes, Maria José Conceição, Maria João Morais, Liliana Sebastião, Rosalina Machado, Graziela Lé, Rosa Caldeira, Filipa Lopes e Lucília Jesus.
Gostaríamos de agradecer a sua presença, disponibilidade e interesse. Muito obrigado!

 
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13-26 de Agosto de 2008
Jornal de Letras # Crítica CD Kleine Musik
M.A.G.
 
Rádio Clube Português
 
"A Grande Música

O maior compositor alemão do Barroco intermédio, Heinrich Schütz, os seus Pequenos Concertos Espirituais (Kleine Geistliche Konzerte), a revisitação dessas peças por um compositor britânico contemporâneo há muito fixado em Portugal, Ivan Moody, e o projecto, bem amadurecido, dos tenores Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas. O conjunto dá origem a um dos mais belos discos de edição nacional, surgidos nos últimos anos.
O grupo Sete Lágrimas nasceu há cerca de uma década como o nome L'Antica Musica. Formado por dois cantores do Coro Gulbenkian, surgiu com o objectivo de ultrapassar barreiras mais ou menos convencionadas entre diferentes repertórios, fossem de música antiga ou contemporânea, ou mesmo testemunho de diferentes "diásporas", como futuros projectos discográficos o atestam. Sucederam-se assim anos de trabalho e de concertos, até ao momento em que editaram o primeiro disco, Lachrimae # 1, numa etiqueta própria. Foi em 2007, quando Filipe Faria e Sérgio Peixoto já tinham adoptado a designação Sete Lágrimas, a partir das sete variações Lachrimae, de John Downland, sobre Flow my Tears. O programa do primeiro disco demonstrava a atitude única do agrupamento. Obras de Giovanni Martini, Corelli e Schütz, a par de salmos protestantes franceses, com quase dois séculos de distância entre si, cruzavam universos e modos de vida, cuja soma parecia revelar um sentir comum - uma dor que não podia deixar de ser comum -, no confronto que dividia a Europa entre os diferentes credos. O novo disco impõe mais uma vez o "desassossego". Dos cerca de 50 Pequenos Concertos Espirituais de Heinrich Schutz, incluídos nos volumes de 1636 e 1639, nove deles são revisitados pelo compositor contemporâneo Ivan Moody, que não só conhece as características muito próprias da música antiga, como sabe da convicção necessária para compor música sacra - nenhuma simulação é possível, perante si mesmo e muito menos perante a verdade de Schütz.
Os Pequenos Concertos Espirituais surgiram em plena Guerra dos 30 anos. Usam várias fontes, do Antigo Testamento a Santo Agostinho. Os textos (e os instrumentos de época) são retomados por Ivan Moody, como num "jogo de espelhos", conforme confessa na apresentação do CD: "Reflectir como num espelho era ideia central deste projecto, devendo estar presente que todos os espelhos distorcem". E essa é a grande lição deste disco, o que o transforma em algo único e magnifíco. O idioma do britânico ortodoxo - facto bem patente na sua obra sacra - em tudo difere, como é óbvio, da expressão do genial compositor luterano seiscentista. No entanto, parafraseando Moody e a sua citação de São Paulo aos Coríntios, que "ponto de chegada" poderá ser mais rico "do que o esforço de reflectir e complementar um Mestre, como através de um espelho, em enigma?"
As vozes de Sérgio Peixoto, Filipe Faria e, em particular, da soprano Ana Quintans materializam as melhores respostas, acompanhadas por Inês Moz Caldas (flauta de bisel), Pedro Castro (flauta e oboé barroco), Kenneth Frazer (viola da gamba), Duncan Fox (violone) e Hugo Sanches (teorba). Juntos fazem com que a música corra, expressiva, exigente, atenta ao pormenor, à eloquência imposta pelo mestre e pelo próprio enigma."
 
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30 de Junho de 2008
Rádio Clube Português # Entrevista
 
Rádio Clube Português
 
Entrevista de 30' com João Adelino Faria (Director do RCP e ex-pivot da Edição da Noite da Sic Notícias) no programa Minuto-a-Minuto do Rádio Clube Português, acerca do CD Kleine Musik. [mp3 streaming abaixo]
 
 
 
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20 de Junho de 2008, Sexta-feira
Público # Artigo Sete Lágrimas
Cristina Fernandes
Público, Ípsilon (páginas 20 e 21)
 
Público
 

"Fazer voar a música

O que têm em comum um compositor luterano do barroco alemão e um ortodoxo grego do século XXI? No seu segundo CD o grupo Sete Lágrimas quis mostrar como as músicas de Schutz e de Ivan Moody se iluminam mutuamente.

Desde que começaram a cantar juntos, há dez anos, a música de Henrich Schtz (1585-1672) tornou-se companhia para Filipe Faria e Sérgio Peixoto. Estes dois tenores do Coro Gulbenkian tinham como ambição fazer um projecto livre de algumas convenções decorrentes da formação musical clássica do conservatório. Queriam abordar a música antiga, a contemporânea e repertórios de fronteira (entre o erudito e o popular) e emancipar-se da página escrita, pois a partitura é apenas o suporte. Criaram em 2000 o grupo L'Antica Música, que tomou o nome de Sete Lágrimas em homenagem ao ciclo de sete danças Lachrimae (Lágrimas) de Jonh Dowland (c.1563-1626) e ao espírito que percorre a sua música.

No início, o percurso parecia semelhante ao de outros grupos de música antiga. "Havia receio de arriscar num meio fechado como o português", confessam ao Ipsilon Filipe Faria e Sérgi Peixoto. "Tinhamos ideias, mas quando chegava a altura de as mostrar acabávamos a fazer a oratória de Carissimi ou outro repertório instituído".

Foi há três anos que as coisas começaram a mudar. Em Março de 2007 lançaram o primeiro CD ("Lachrimae #1), na etiqueta Murecords criada pela Arte das Musas (empresa com actividade nas áreas da Cultura, Arte e Comunicação dirigida por Filipe Faria), e há semanas colocaram no mercado o seu último trabalho ("Kleine Musik"), onde prestam homenagem a Schutz através do olhar contemporâneo de Ivan Moody (n.1964), compositor britânico residente em Portugal, que convidaram a compor sobre os mesmos textos usados pelo grande compositor alemão.

"Schutz era o compositor que melhor se adaptava à nossa maneira de cantar e de ver a música", conta Sérgio Peixoto. "Estudámos os "Pequenos Concertos Espirituais" e descobrimos sempre coisas maravilhosas, não só a nível musical mas também interpretativo. A ilustração musical do texto não é tão imediata como em Monteverdi ou nos italianos da mesma época, mas depois de a trabalharmos em profundidade está lá tudo, é impressionante", explica Filipe Faria. "Dizemos muitas vezes: Schutz nunca nos enganou".

O italiano extrovertido e o intimismo alemão

Os dois tenores já tinham cantado várias obras de Ivan Moody e a ideia de o convidar a participar foi consensual. O projecto começou a ser delineado há dois anos e foi posto em prática com o apoio do Ministério da Cultura, que elogiou a sua originalidade conceptual.

Também a visão de Schutz de Ivan Moody se encontra próxima da dos directores musicais do Sete Lágrimas. "A música de Schutz é uma belíssima mistura do italiano extrovertido com o intimismo alemão, que tem a ver com a escala mais reduzida dos meios que ele tinha à disposição depois da guerra dos 30 anos", diz o compositor. "Trata o texto com uma abordagem muito pessoal. Há uma profundidade teológica no pensamento de Schutz que concilia ao mesmo tempo a seriedade e o fascínio perante a criação e a alegria, coisa que só se percebe depois de entrar a fundo na sua música. Isto diz-me muto porque são coisas que também sinto – uma alegria teológica. "Ivam Moody é membro da igreja ortodoxa grega e identifica essa atitude com a sua fé.

Além dos textos, a proposta tinha outras condicionantes como o uso de instrumentação semelhante à escolhida para as obras de Shutz, que se destinam a vozes e baixo contínuo. " Tal como Stravinsky, acredito que as limitações podem fazer uma peça florir, se alguém nos dá o dinheiro e uma folha de papel em branco, sem nada de onde partir, caímos no vazio", diz Moody. "Olhei para as partituras de Schutz para absorver o ambiente e depois usei a minha linguagem." A natureza dos meios também não foi um problema pois Moody está habituado a escrever para grupos que se dedicam à música antiga e contemporânea, como o Hilliard Ensemble ou o Taverner Consort, e também tem usado instrumentos antigos. "Já fiz peças para "consort" de violas da gamba, mas nunca tinha escrito para tiorba ou oboé barroco. O som destes instrumentos é fantástico. A maneira como a tiorba pode preencher o espaço harmónico como faz na música barroca foi para mim uma coisa delirante."

Abordagem contemporânea

O projecto teve ainda outra convidada: a soprano Ana Quintans. "Estávamos a actuar com o Coro Gulbenkian e de repenta entra uma jovem soprano portuguesa para cantar a Missa em Dó menor de Mozart", conta Filipe Faria. "Fizemos-lhe o convite para colaborar com o Sete Lágrimas logo nessa noite e foi aceite. Ana Quintans já não está só limitada às nossas fronteiras, é um assombro de musicalidade e de seriedade. Nunca tinha abordado este repertório, mas deixou-nos sem palavras durante a gravação."

Do ponto de vista interpretativo Filipe e Sérgio tiveram com a música de Schutz e de Ivan Moody uma atitude semelhante: uma aproximação à partitura que parte da recriação. Por exemplo: duas das peças do compositor britânico são interpretadas no cravo embora tenham sido escritas para vozes adoptando um processo similar ao que se fazia com a música do século XVII. "A formação musical clássica incita-nos a ter respeito pela partitura mas fomos aprendendo a libertar-nos. A partitura é apenas um suporte, serve para tentar perceber o que o compositor diz mas também para descobrir o que queremos fazer com a música", refere Sérgio Peixoto. O Sete Lágrimas pretende uma abordagem contemporânea e uma ligação à identidade sonora do grupo. "Uma dúvida essencial desde o princípio era: será que isto passa como som do grupo? Mas a verdade é que isso tem vindo a ser reconhecido."

A criatividade para além da partitura e a combinação de repertórios de fronteira fervilhava há muito nas mentes dos dois cantores, mas só há poucos anos começaram a arriscar. Agrupamentos que admiram, como L'Arpeggiata de Christina Pluhar, Accordone de Marco Beasley e Guido Morini ou Les Fin'Amoureuses, serviram de incentivo. "Não é uma questão de os imitar, mas sentimos uma atitude semelhante perante a música", explica Filipe Faria. "Convidámos, por exemplo, para o Festival Terras sem Sombra (que a Arte das Musas organiza) um coro para interpretar música sacra de carácter popular do eixo latino-mediterrânico e em Novembro vamos lançar um novo CD, "Diáspora. PT". Aí a loucura será total".

Novos projectos

Sérgio e Filipe gostavam que esse novo projecto"viesse mudar a mentalidade fechada que existe em Portugal". "Temos intérpretes muito bons que fazem música antiga de acordo com as práticas de execução históricas e gostamos muito de ouvir, mas não é essa a nossa intenção", diz Filipe. Em "Daspora .PT" evocam-se repertórios influenciados pela música portuguesa no mundo. "Começamos em Portugal com Vilancicos de Negro (género coral que utiliza várias línguas e dialectos de influência mestiça), passamos por Cabo Verde com a morna, por Goa, Macau, Timor, o México e o Brasil. A ideia da diáspora tem ramificações: o português que saiu para a América do Sul no século XVI e que compôs baseado nas tradições orais que recolheu, mas também os músicos que em Portugal se inspiraram em fórmulas novas que ouviam interpretar aos escravos africanos", explica Sérgio. "Teremos também músicos convidados, como o fadista António Zambujo." Filipe acrescenta que "não é um projecto musicológico, mas totalmente estético e conceptual" que implicou meses de trabalho sobre as partituras: Recriámos do primeiro ao último compasso todas as peças."

O objectivo foi criar uma abordagem pessoal do Sete Lágrimas e não uma aproximação idiomática a cada um dos géneros. "Não queríamos imitar, mas recriar. Nos ensaios usámos adjectivos e metáforas para transmitir as nossas ideias aos músicos. Lembro-me sempre do maestro Frans Bruggen que nos dirigiu tantas vezes no Coro Gulbenkian. Ele faz poucos gestos quando dirige, mas quando ensaia usa adjectivos que fazem voar a música de Bach, nós tentámos fazer voar estas músicas", diz Filipe Faria.

À "Diáspora.PT" vai seguir-se outro CD em 2009, "Silêncio". São três olhares de compositores sobre a Bíblia: o de Ivan Moody que é ortodoxo grego, o de Eurico Carrapatoso que é católico e o de Christopher Bochmann que é anglicano protestante. Cada compositor fará música sobre a herança erudita e popular da sua própria linguagem e experiência", conta Filipe Faria. "Será mais uma aventura que promete quebrar fronteiras".

 
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20 de Junho de 2008, Sexta-feira
Público # Crítica CD Kleine Musik
Cristina Fernandes
**** 4 estrelas (Muito Bom)
 
Público
 

"Jogo de Espelhos
O segundo CD do agrupamento Sete Lágrimas combina a espiritualidade do barroco alemão com o olhar contemporâneo.

Kleine Musik, Sete Lágrimas Consort, Filipe Faria e Sérgio Peixoto (tenores, cravo e direcção), Ana Quintans (soprano), Murecords MU0102

Depois de uma estreia discográfica auspiciosa com "Lacrimae #1", o agrupamento Sete Lágrimas acaba de lançar mais uma gravação de grande consistência artística e conceptual. "Kleine Musik" combina uma selecção de peças extraídas dos "Pequenos Concertos Espirituais", de Henrich Schutz (1575-1672), com obras compostas para o grupo sobre os mesmos textos por Ivan Moody (n.1964), num deliberado jogo de espelhos.
A combinação entre música antiga e contemporânea pode encontrar-se em vários projectos discográficos internacionais, mas tem sido bastante rara no contexto português. "Kleine Musik" não é apenas uma conjugação de universos cuidadosamente estudada, onde a música de Schutz serve de inspiração ao olhar contemporâneo de Ivan Moody através de um reflexo de processos criativos que usam diferentes linguagens. É também uma justa homenagem a Schutz, um dos maiores compositores da história da música, que tem estado quase sempre ausente dos programas de concerto em Portugal, mas que faz parte do repertório do Sete Lágrimas desde o início da sua actividade. Se os pequenos trechos do compositor alemão incluídos no primeiro CD se encontravam entre as interpretações mais conseguidas dos tenores Filipe Faria e Sérgio Peixoto, neste segundo trabalho confirma-se a sua afinidade com a estética do compositor alemão e com a sua expressividade profunda e intimista. As suas vozes fundem-se bem ao nível do timbre e nota-se uma sintonia cuidada dos fraseados e das intenções retóricas, bem como uma cumplicidade eficaz com a componente instrumental, a cargo de intérpretes experientes no âmbito da música antiga.
As faixas mais impressionantes do disco devem-se, porém, à interpretação de Ana Quintans, pelo seu elevado nível técnico, pelo brilho vocal e pela força emocional. A soprano, que tem feito carreira internacional no repertório barroco, soube também adaptar-se ao universo menos familiar de Ivan Moody – ouça-se, por exemplo, "O Misericordissime Jesu", na faixa 12.
Este compositor britânico, a residir em Portugal Há vários anos, tem escrito outras obras com instrumentos antigos, conhecendo bem os seus recursos e especificidades. A sua estética não procura o radicalismo, nem tem a obsessão da vanguarda. Mostra antes um certo despojamento, mesmo quando od processos de composição são mais intrincados, e a captação de uma atmosfera onde a espiritualidade é um elemento bem presente. A transição entre o antigo e o novo pode ser uma tarefa arriscada mas neste caso é conseguida de forma convincente, tanto pelo conteúdo musical como pela coerência interpretativa."

 
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14 de Junho de 2008, Sábado
Diário de Notícias # Crítica CD Kleine Musik
Bernardo Mariano
**** 4 estrelas
 
Diário de Notícias
 
"O Sete Lágrimas, do[s] tenor[es] Filipe Faria e (...) Sérgio Peixoto, editou o CD Kleine Musik, projecto que cruza Heinrich Schütz (1585-1672) e Ivan Moody (n. 1964), compositor britânico residente em Portugal e que consistiu em cantar nove Kleine Geistliche Konzerte de Schütz e pedir a Moody que musicasse os mesmos textos (encomenda do Sete Lágrimas), procurando intersecções (reflexos em espelhos deformantes) de passado e presente e abrindo-se às confluências entre o luteranismo "temperado" pela Itália de Schütz e do modernismo eivado da música das igrejas orientais do próprio Moody. O resultado aí está, com a estreia absoluta das noves pequenas obras de Moody, sendo que duas delas são para cravo solo. O Sete Lágrimas conta, para lá do par de vozes citadas, com o concurso do soprano Ana Quintans e de um quinteto instrumental de bisel, oboé, gamba, violone e tiorba. Desafio ganho, na medida em que o acerto, beleza e propriedade das vozes, o ambiente das linhas instrumentais por trás e o contraste estabelecido entre as linguagens barroca e moderna funciona muito bem. Boa dicção do alemão (...). Som excelente."
 
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26 de Maio de 2008
Notícia
 
Ministério da Cultura
 
O Sete Lágrimas avança para mais um projecto ao abrigo dos Concursos de Apoio às Artes do Ministério da Cultura. Depois dos projectos de edição discográfica "Lachrimae #1" (MU0101 2007), "Kleine Musik" (MU0102 2008) e "Diaspora .pt" (com lançamento agendado para Novembro de 2008) o projecto "Silêncio" da Arte das Musas para o Sete Lágrimas foi alvo de apoio por estas entidades. Este projecto inclui a encomenda de seis obras a três dos mais relevantes compositores portugueses ou residentes em Portugal, João Madureira, Christopher Bochmann e Ivan Moody, a gravação de um CD, e a apresentação pública do trabalho numa mini-tournée nacional de quatro concertos. Encontra-se contextualizado nas comemorações dos 25 anos de actividade do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, parceiro fundamental do projecto, e será desenvolvido em 2008/2009. Mais informações brevemente.
 
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14 de Junho de 2008, 10h00, Sábado
Rádio RDP Antena 2 # Destaque
 
Antena 2
 
CD "Kleine Musik" distinguido como "CD do mês" pelo programa da rádio clássica, RDP Antena 2, Preto no Branco, de João Almeida, Ana Rocha e Henrique Silveira.
 
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9 de Junho de 2008, 18h10, Segunda-feira
Rádio RDP Antena 2 # Entrevista
 
Antena 2
 
Entrevista promocional, por João Almeida, do 2.º CD do Sete Lágrimas "Kleine Musik", com Filipe Faria. [mp3 streaming abaixo]
 
 
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7 de Junho de 2008, 17h00, Sábado
Moinho de Maré (Moita) # Concerto (entrada livre)
 

Sete Lágrimas a 3

O Sete Lágrimas apresenta-se em concerto, no dia 7 de Junho de 2008, pelas 17h00, na Igreja Matriz de Alhos Vedros (Moita), com o programa Mediterrae: As Tradições Eruditas e Populares no Eixo Latino Mediterrânico. Este concerto contará com a participação de Filipe Faria (voz e direcção musical), Sérgio Peixoto (voz e direcção musical) e Hugo Sanches (alaúde e tiorba). O programa é o seguinte (sujeito a alterações):

Seigneur, écoute ma priére, Claude Goudimel (1514?-1572), arr. Faria/Peixoto
Suite em lá menor, Robert de Visée (1650-1725), Prelúdio
Je chanterai car Dieu est ma lumière, Claude Goudimel (1514?-1572), arr. Faria/Peixoto
Suite em lá menor, Robert de Visée (1650-1725), Allemande
Oh! que c'est chose belle, Claude Goudimel (1514?-1572), arr. Faria/Peixoto
Suite em lá menor, Robert de Visée (1650-1725), Chaconne
Sur ta montagne il a fondé on règne, Claude Goudimel (1514?-1572), arr. Faria/Peixoto
In monte Oliveti, Giovanni Battista Martini (1706-1784)
Adoramus Te Christe, Giovanni Battista Martini (1706-1784)
Tristis est anima mea, Giovanni Battista Martini (1706-1784)
Partite sopra l'Alemana, Alessandro Piccinini (1566-1638)
Gesú bambin l'É nato, Tradicional, arr. Faria/Peixoto, Itália
En tus brazos una noche, Manuel Machado (1585-1646) arr. Faria/Peixoto
Senhora del mundo, Vilancico Anónimo (Séc.. XVI), arr. Faria/Peixoto
Xicochi Conentzitle, Gaspar Fernandes (?1565-1629) arr. Faria/Peixoto, México
Con amores la mi madre, Juan de Anchieta (1462-1523), Espanha
El noi de la mare, Tradicional, Espannha arr. Faria/Peixoto (Catalunha)
Mai Fali É, Tradicional, arr. Faria/Peixoto, Timor
Toccata Arpeggiata, Girolamo Kapsberger (c.1580-1651)
San Giuseppe e la Madonna, Tradicional (Itália, Piemonte) , arr. Faria/Peixoto
La terre au seigneur appartient, Claude Goudimel (1514?-1572), arr. Faria/Peixoto

 
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5 de Junho de 2008, 18h00, Quinta-feira
Fórum FNAC Chiado # Showcase (entrada livre)
6 de Junho de 2008, 21h30, Sexta-feira
Fórum FNAC Colombo # Showcase (entrada livre)
 

Kleine Musik

O Sete Lágrimas apresenta nos dias 5 e 6 de Junho de 2008 dois showcases de promoção do mais recente trabalho discográfico, editado pela mu records, intitulado "Kleine Musik". Estarão presentes a maioria dos músicos que participaram na gravação do projecto e o compositor Ivan Moody responsável por cerca de metade do programa para um pequeno concerto comentado de 20 minutos.

Excerto booklet do CD
"Heinrich Schütz (1585-1672) compôs, entre 1636 e 1639, duas séries de pequenos concertos espirituais (Kleine geistliche Konzerte) para um grupo de uma a cinco vozes e baixo contínuo, num período de dor e sofrimento como foi a Guerra dos Trinta Anos. As pequenas composições foram escritas sobre variadas fontes textuais, na tradução alemã ou em latim do antigo testamento às palavras de Santo Agostinho. Em 2007 decidimos mergulhar num projecto que há muito construíamos e que, com a cumplicidade de Ivan Moody tornámos realidade: um olhar contemporâneo sobre a obra do maior compositor alemão do século XVII partindo da mesma selecção de textos que quatro séculos antes inspiraram a sua composição. Um reflexo de processos criativos mas não de linguagens. Um encontro entre o novo e o antigo, um espelho de hoje, desta nova e “pequena” grande música de ontem." Sete Lágrimas.

 
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4 de Maio de 2008, 18h00, Domingo
Igreja de Santo António, Lagos # Concerto (integrado no Festival dos Descobrimentos)
 

Cartaz Lagos 2008

O Sete Lágrimas apresentou no passado dia 4 de Maio de 2008, na igreja de Santo António em Lagos, um concerto integrado no Festival dos Descobrimentos daquela cidade. O programa de concerto apresentou o trabalho discográfico que o grupo prepara para lançamento em Novembro de 2008, initulado Diaspora .PT. A igreja encheu para um concerto que apresentou arranjos dos directores artísticos Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre música erudita e popular dos países dos cincon continentes com relações históricas com Portugal (Portugal, Brasil, Timor, Índia, Macau, Cabo Verde, Espanha, etc...).

 
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de 6 a 11 de Maio de 2008
Igreja de Santa Catarina, Lisboa # Gravações 3.º CD Diaspora .PT
 
Ministério da Cultura
 
Com o apoio do Ministério da Cultura e da Direcção Geral das Artes, o Sete Lágrimas gravou entre 6 e 11 de Maio de 2008 na Igreja de Santa Catarina em Lisboa o seu terceiro CD Diaspora .PT com lançamento agendado para Novenbro de 2008. Este CD apresenta a relação de Portugal com os cinco continentes e com os 550 anos de história comum. As 16 peças foram inteiramente arranjadas por Filipe Faria e Sérgio Peixoto e o CD conta com a participação de Filipe Faria (voz, percussões e direcção artística), Sérgio Peixoto (voz, percussões e direcção artística), Rosa Caldeira (voz), António Zambujo (voz e violão), Pedro Castro (flautas de bisel e oboé barroco), Inês Moz Caldas (flautas de bisel), Denys Stetsenko (violino barroco), Eurico Machado (guitarra portuguesa), Hugo Sanches (alaúde, vihuela e tiorba), Tiago Matias (guitarra barroca, guitarra romântica e tiorba), Duncan Fox (violone) e Fernando Gomes (percussões).
 
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23 de Abril de 2007
Rádio RDP Antena 2 # Concerto Aberto (Entrevsita + concerto em diferido)
 
Antena 2
 
Entrevista de 60' integrada no programa de Andrea Lupi na RDP Antena 2, Concerto Aberto. Audição parcial do concerto (gravação ao vivo) de encerramento do 3.º Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo "Terras sem Sombra" em Santiago do Cacém. Este concerto foi também o lançamento do primeiro CD do Sete Lágrimas "Lachrimae #1". [mp3 streaming abaixo]
 
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15 de Dezembro de 2007
Concerto de Abertura 4.º Festival Terras sem Sombra
Mértola. "Mediterrae" (com Voces Caelestes)

memória fotográfica

ver fotografias (© Denys Stetsenko 2007)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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