Filipe Faria
Tenor e Direcção Artística
Produção Musical
Nascido em Lisboa em 1976, frequenta actualmente o Curso de Mestrado em História da Arte, Património e Teoria do Restauro do Instituto de História de Arte, Departamento de História, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com a orientação do Professor Doutor Rui Vieira Nery. Completou a Licenciatura em Ciências Musicais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 1998/1999, a Pós-Graduação em Ciências Musicais subordinada ao tema Técnicas de Edição Musical dos Séculos XVI a XVIII na Universidade Autónoma de Lisboa em 1999/2000 e o Curso de Especialização do Mestrado em Ciências Documentais – Arquivologia no Departamento de História da Universidade de Évora.
Sócio-Gerente e Director Geral da Arte das Musas empresa que desenvolve a sua actividade nas àreas da Arte, Cultura e Comunicação. Criou, em 2007, a editora MU que lançou o seu primeiro CD em Março de 2007 com o grupo Sete Lágrimas. É, desde 2003, Director Artístico e Coordenador do Festival Terras sem Sombra – Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo (que já vai na sua 3.ª edição), organizado pela Arte das Musas em parceria com o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja. O Festival foi declarado pelo Ministério da Cultura como de Superior Interesse Cultural. Em 2003 participa no 1.º Encontro Internacional de Musicoterapia da Associação Portuguesa de Musicoterapia na Universidade Lusíada e é conferencista convidado na XIII Semana de Estudos das Religiões com a palestra Cantigas de Santa Maria: ou a Sacralização do Trovador no Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões da Universidade Nova de Lisboa. De 1997 a 2006 desempenha as funções de Coordenador do Projecto Alcântara Musical, projecto de sensibilização à expressão musical e artística que decorre nas Escolas do Ensino Básico, Jardins-de-infância e Creches da freguesia de Alcântara. De 1994 a 1998 participou, como docente, em Projectos de Sensibilização à Música promovidos pela Câmara Municipal de Lisboa e por algumas Juntas de Freguesia da cidade.
Como músico é, desde 1998, elemento efectivo do Coro Gulbenkian da Fundação Calouste Gulbenkian com o qual tem efectuado concertos em Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Dinamarca, Malta, Estados Unidos da América, Israel, Macau, China (Hong-Kong) e Japão. Com o Coro Gulbenkian (de câmara) gravou, em 2006, quatro CD's dedicados à obra de Pero de Gamboa, aos Vilancicos Negros de Santa Cruz de Coimbra, à obra vocal de Luís de Freitas Branco e de Fernando Lopes Graça. Foi, entre 2000 e 2002, elemento do Grupo Vocal Olisipo com o qual efectuou inúmeros concertos nos principais festivais de música nacionais e estreou obras de compositores como Ivan Moody, Manuel Pedro Ferreira e Eurico Carrapatoso entre outros e em 2000 funda o Sete Lágrimas (inicialmente Ensemble L’Antica Musica) com o qual desenvolve um trabalho de investigação e interpretação de Música Antiga europeia e de Música Contemporânea. Em 2007 edita na etiqueta Mu Records o CD Lachrimae #1, um diálogo entre a tradição católica e protestante na Europa dos séculos XVI a XVIII. Actua por todo o país e estreia obras de compositores portugueses, ou que residem em Portugal, especialmente compostas para o ensemble. Desde 1999 trabalha, como tenor, com alguns dos mais relevantes grupos de câmara nacionais como: Coro do Teatro Nacional de São Carlos, Canto de Loor, Concertus Antiquus, Coro D. Luis I, Coral Vértice, Cantus Firmus, Ricercare, Madrigalistas de Lisboa, Vozes Alfonsinas, Lusitaniae Musica, Smoking Voices, Ensemble Vocal Introitus, Ensemble Barroco do Chiado, Ensemble Orphée et Coetera e Voces Caelestes com os quais tem tido oportunidade de se apresentar em coro e a solo nas principais salas e festivais nacionais e europeus.
Paralelamente à sua actividade como gestor das artes, agente cultural e músico desenvolve projectos de investigação académica. Em 1999/2000 cria e desenvolve, em colaboração com o Professor Doutor Aires Rodeia Pereira, o projecto de constituição da Licenciatura em Musicologia e Valorização do Património Musical para a Universidade Autónoma de Lisboa que resultou na Portaria 617/2001 de 23 de Junho de 2001 e foi Coordenador Assistente da Pós-Graduação em Ciências Musicais – Técnicas de Edição Musical dos Séculos XVI a XVIII com a coordenação do Professor Doutor Aires Rodeia Pereira na Universidade Autónoma de Lisboa.
Iniciou os estudos musicais em 1980 na Fundação Musical dos Amigos da Crianças onde estudou violino com as professoras Leonor Prado e Klara Erdei e o maestro Leonardo de Barros. Foi elemento do Coro de Câmara e da Orquestra de Cordas da FMAC. Nesta escola completou, em 1991/1992, as disciplinas do Curso do Conservatório Nacional: Formação Musical – 8º Grau e Música de Câmara. Entre 1994 e 1996 foi elemento da Orquestra Sinfónica Juvenil dirigida pelo maestro Christopher Bochmann e em 1996 frequenta o Workshop de Improvisação Musical com Carlos Zíngaro e Peter Kowald no Goethe Institut que resultou num concerto no ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1997/1998 termina o Curso Complementar de Violino do Conservatório Nacional de Lisboa com a frequência do 8º Grau de Violino com o professor Rui Guerreiro no Conservatório Regional de Música de Loures. Entre 1998-2002 estudou Canto com as professoras Elsa Cortez e Marina Ferreira.
Paralelamente completou o 2.º Ano do Curso de Fotografia do Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, aluno do fotógrafo Roger Meintjes e completou, em 2005, o Curso de Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes (2001-2005), aluno dos pintores Mário Rita, Jaime Silva e Paiva Raposo. Em 2005 é convidado para o Atelier Livre de Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes pelo professor coordenador pintor Jaime Silva. |