sete lágrimas seven tears sept larmes sieben tränen siete lágrimas grupo de música antiga e contemporânea early and contemporary music consort
 
homebiografiasfotografiasdiscografiaprogramasblog agendaimprensacontactos
 
Kleine Musik  
ENTER
 
     
     

CD "Lachrimae #1"
MU Records
MU0101 2007
Distri. Nacional Dargil

 
mais informações em murecords.com
 

Imprensa Press

“Melancholy, as Dowland knew, may include an element of joy – a secular counterpart to the Greek word harmolipi, describing a spiritual state that consists precisely in experiencing «joy in sorrow». Tears, therefore, able to betray both sadness and joy, are a natural expression of this state; and seven of them (Sete Lágrimas – Seven Tears) recall the seven sorrows and seven joys of the Virgin, the seven last words from the Cross, and – why not? – the seven hills upon which both Rome and Lisbon are said to be founded. The tears encapsulated in the music recorded by this ensemble, centred around two young Portuguese tenors, were real enough, and reflect not only the tragic aspects of the life of Christ on earth, but also years of religious persecution. In other words, the tears are human. The beauty and refinement of the performances and the elegance of the recorded sound, as well as, most importantly, the sense of an internal tempo, paradoxically serve to record human weakness with something very close to perfection.”

Ivan Moody
Compositor e Maestro

“Le titre annonce d’emblée un climat poétique sans équivoque: «Larmes». Cet enregistrement regroupe en effet des pièces vocales et instrumentales présentant un lien direct avec ce théme. La composition de l’ensemble fait alterner de lentes polyphonies aux profondeurs abyssales et quelques pièces plus enjouées que l’on trouve en particulier dans deux suites de Corelli (Sonata da Chiesa n.º 7 et Sonata da Chiesa n.º 6). Les oeuvres réunies ici sont issues des répertoires français, italien et allemand. On y trouve des pièces de Giovanni Battista Martini (1706-1784), d’Archangello Corelli (1653-1713) et d’Heinrich Schütz (1585-1672). L’atmosphére qui domine évoque une poignante méditation déclinée selon différents modes, d’une oeuvre à l’autre. Dès les primières secondes, l’auditeur est saisi apr le climat emprunt de spiritualité qui domine l’ensemble. Il est invité à emprunter les voies d’une temporalité tournée vers l’interieur. Le temps s’écoule en longues plages sensibles. La pochette de ce disque montre la photographie d’un visage, surexposée au point de confiner à la plus parfaite blancheur. L’image conduit vers le blanc comme la méditation conduit vers le silence, ce silence qui émane des «limbes insondés de la tristesse» selon l’expression chére à Baudelaire. Si dans cet enregistrement la voix joue un rôle essentiel comme céhicule de l’émotion diffusée, elle est sotenue par de beaux accompagnements.”

Jean-Luc Bresson
Le Jouer de Luth (Société Française de Luth)

“Afinação, fusão, sensibilidade contida, um hino ao bom gosto, um belo trabalho do grupo Sete Lágrimas. Apetece sentar, baixar a luz e, simplesmente, ouvir! Bravo!”

Jorge Matta
Musicólogo e Maestro

“De chorar por mais
Duas boas notícias: a primeira é a estreia em disco de um projecto musical já com alguns anos actividade chamado Sete Lágrimas, um grupo que deu os primeiros passos em 2000, ainda com o nome L’Antica Musica. a segunda boa notícia é que, no mesmo gesto, surgiu uma nova editora a Mu Records. Este disco é sinal de uma capacidade de iniciativa de jovens músicos (neste caso dois tenores do Coro Gulbenkian) que deve ser saudada. Ainda por cima quando o disco «Lachrimae #1» é resultado de um trabalho musical cuidado, com algumas boas escolhas entre o repertório da música renascentista e barroca. As vozes de Filipe Faria e Sérgio Peixoto seguram com muita sensibilidade as linhas das polifonias de autores anónimos do século XVI e de peças de Giovanni Battista Martini (1706-1784). O conjunto instrumental cumpre bem a sua função, acompanhando as vozes, participando activamente na polifonia ou interpretando Sonatas e Corelli de finais do século XVII. Fica a sensação de que podia ir ainda mais longe na exploração tímbrica dos instrumentos e dar mais energia ao conjunto (mesmo se é um tom melancólico o que se procura em certas peças). Mas o resultado final é, sem dúvida, de muita qualidade.”

Pedro Boléo
Crítico Musical (Público, 01.06.2007)

“Neste seu primeiro CD, o grupo Sete Lágrimas oferece-nos uma confirmação da maturidade artística que a interpretação de música antiga alcançou em Portugal. Exemplo de sensibilidade e bom gosto, faz-nos esquecer que na sua base estão raras competências técnicas, adquiridas durante anos de esforçada aprendizagem. De facto, a música flui, judiciosamente equilibrada e fraseada, sem que os detalhes deixem de ser transparentes, oferecendo-se à degustação do ouvinte. As vozes fundem-se admiravelmente e os instrumentos revelam um entendimento plenamente partilhado. A proposta de repertório é, de alguma forma, ousada, não apenas por justapor melodias sobre traduções francesas dos Salmos, de Marot, cantadas em estilo de discante, a peças de Heinrich Schütz e belos, embora pouco conhecidos, responsórios do célebre padre Martini, mas também porque os tempos distendidos, convidando à contemplação, contrariam a pressa inconsequente dos tempos que correm. No livrete que acompanha o disco, lê-se que Dowland reivindica as Lágrimas como expressão não só de tristeza, mas também de alegria interior. É esta alegria que, lentamente, vai escorrendo deste disco, para ouvidos que a saibam recolher e ecoar.”

Manuel Pedro Ferreira
Musicólogo e Crítico Musical

“Gratificante revelação de dois jovens cantores portugueses que decidiram apaixonar-se pela música vocal dos séculos XVI e XVII e transformá-la num acto milagroso.”

Fernando Eldoro
Maestro

“O disco é o primeiro da portuguesa Mu Records. Nele, o ensemble Sete Lágrimas [...] interpreta três motetes do católico Martini, quatro Kleine geistliche Konzerte, do luterano Schütz, duas Sonate da Chiesa do op. 3 de Corelli e três cânticos protestantes franceses (dois da calvinista Genebra). Combinação interessante de obras [...] e interpretações de bom nível, sobretudo nas peças francesas e nos motetes.”

Bernardo Mariano
Crítico Musical (Diário de Notícias, 06.04.2007)

“Sob o sugestivo título Lachrimae #1, o programa do primeiro CD do Sete Lágrimas Consort percorre um período temporal que se estende dos finais do século XVI ao século XVIII onde se cruzam várias tradições e estilos musicais (francês, italiano, germânico) e a expressão ritual de vários credos religiosos (catolicismo, protestantismo) unidos por fios condutores evidentes ou subtis. O tema das lágrimas como expressão da dor, do sofrimento íntimo ou colectivo, da melancolia, da fé ou da intolerância religiosa estão implícitos em quase todas as épocas no contexto de criação de várias peças musicais ou no seu próprio conteúdo, atingindo uma expressão particularmente rica e tocante no período barroco. Por outro lado, a voz que canta (mas também chora) é um elemento primordial intrínseco à própria natureza da música, que é aqui entendida de forma abrangente estendendo-se à aspiração que conduziu compositores e intérpretes da época barroca a tentar igualar a eloquência da voz humana na música instrumental.”

Cristina Fernandes
Musicóloga e Crítica Musical

 
english español português
mudesign powered by artedasmusas 2007 Arte das Musas. Sete Lágrimas