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CD "Lachrimae #1" |
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Imprensa Press Ivan Moody “Le titre annonce d’emblée un climat poétique sans équivoque: «Larmes». Cet enregistrement regroupe en effet des pièces vocales et instrumentales présentant un lien direct avec ce théme. La composition de l’ensemble fait alterner de lentes polyphonies aux profondeurs abyssales et quelques pièces plus enjouées que l’on trouve en particulier dans deux suites de Corelli (Sonata da Chiesa n.º 7 et Sonata da Chiesa n.º 6). Les oeuvres réunies ici sont issues des répertoires français, italien et allemand. On y trouve des pièces de Giovanni Battista Martini (1706-1784), d’Archangello Corelli (1653-1713) et d’Heinrich Schütz (1585-1672). L’atmosphére qui domine évoque une poignante méditation déclinée selon différents modes, d’une oeuvre à l’autre. Dès les primières secondes, l’auditeur est saisi apr le climat emprunt de spiritualité qui domine l’ensemble. Il est invité à emprunter les voies d’une temporalité tournée vers l’interieur. Le temps s’écoule en longues plages sensibles. La pochette de ce disque montre la photographie d’un visage, surexposée au point de confiner à la plus parfaite blancheur. L’image conduit vers le blanc comme la méditation conduit vers le silence, ce silence qui émane des «limbes insondés de la tristesse» selon l’expression chére à Baudelaire. Si dans cet enregistrement la voix joue un rôle essentiel comme céhicule de l’émotion diffusée, elle est sotenue par de beaux accompagnements.” Jean-Luc Bresson “Afinação, fusão, sensibilidade contida, um hino ao bom gosto, um belo trabalho do grupo Sete Lágrimas. Apetece sentar, baixar a luz e, simplesmente, ouvir! Bravo!” Jorge Matta “De chorar por mais Pedro Boléo “Neste seu primeiro CD, o grupo Sete Lágrimas oferece-nos uma confirmação da maturidade artística que a interpretação de música antiga alcançou em Portugal. Exemplo de sensibilidade e bom gosto, faz-nos esquecer que na sua base estão raras competências técnicas, adquiridas durante anos de esforçada aprendizagem. De facto, a música flui, judiciosamente equilibrada e fraseada, sem que os detalhes deixem de ser transparentes, oferecendo-se à degustação do ouvinte. As vozes fundem-se admiravelmente e os instrumentos revelam um entendimento plenamente partilhado. A proposta de repertório é, de alguma forma, ousada, não apenas por justapor melodias sobre traduções francesas dos Salmos, de Marot, cantadas em estilo de discante, a peças de Heinrich Schütz e belos, embora pouco conhecidos, responsórios do célebre padre Martini, mas também porque os tempos distendidos, convidando à contemplação, contrariam a pressa inconsequente dos tempos que correm. No livrete que acompanha o disco, lê-se que Dowland reivindica as Lágrimas como expressão não só de tristeza, mas também de alegria interior. É esta alegria que, lentamente, vai escorrendo deste disco, para ouvidos que a saibam recolher e ecoar.” Manuel Pedro Ferreira “Gratificante revelação de dois jovens cantores portugueses que decidiram apaixonar-se pela música vocal dos séculos XVI e XVII e transformá-la num acto milagroso.” Fernando Eldoro “O disco é o primeiro da portuguesa Mu Records. Nele, o ensemble Sete Lágrimas [...] interpreta três motetes do católico Martini, quatro Kleine geistliche Konzerte, do luterano Schütz, duas Sonate da Chiesa do op. 3 de Corelli e três cânticos protestantes franceses (dois da calvinista Genebra). Combinação interessante de obras [...] e interpretações de bom nível, sobretudo nas peças francesas e nos motetes.” Bernardo Mariano “Sob o sugestivo título Lachrimae #1, o programa do primeiro CD do Sete Lágrimas Consort percorre um período temporal que se estende dos finais do século XVI ao século XVIII onde se cruzam várias tradições e estilos musicais (francês, italiano, germânico) e a expressão ritual de vários credos religiosos (catolicismo, protestantismo) unidos por fios condutores evidentes ou subtis. O tema das lágrimas como expressão da dor, do sofrimento íntimo ou colectivo, da melancolia, da fé ou da intolerância religiosa estão implícitos em quase todas as épocas no contexto de criação de várias peças musicais ou no seu próprio conteúdo, atingindo uma expressão particularmente rica e tocante no período barroco. Por outro lado, a voz que canta (mas também chora) é um elemento primordial intrínseco à própria natureza da música, que é aqui entendida de forma abrangente estendendo-se à aspiração que conduziu compositores e intérpretes da época barroca a tentar igualar a eloquência da voz humana na música instrumental.” Cristina Fernandes |
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